Domingo, 25 de Maio de 2008

As Três Irmãs no SESC Prainha






As Três Irmãs
de Anton Tchékhov



- 28/05/08 às 20h - SESC Prainha (Florianópolis) -
- Centro - - ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) -





Ficha Técnica
Adaptação e Direção: Marianne Consentino
Elenco: Débora de Matos, Greice Miotello e Paula Bittencourt
Músicos: Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira Cabral e Mariella Murgia
Concepção Musical: Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira Cabral, Mariella Murgia e Neno Miranda
Orientação de Pesquisa: Armando Sergio da Silva (USP) e Valmor (Nini) Beltrame (UDESC)
Figurino e Cenografia: o grupo
Iluminação: Ivo GodoisIluminador: Egon Seidler
Foto: Guilherme Ternes
Projeto gráfico: Daniel Oliveto

Sinopse
A peça discorre sobre o desejo das irmãs Olga, Maria e Irina de retornarem à cidade natal, de onde saíram com o pai, general militar, há onze anos. Ainda mais importante que o plano dos acontecimentos, porém, é a exposição dos conflitos que se estabelecem entre o plano da vida material – o cotidiano da vida humana – e o plano espiritual – a eternidade. O espetáculo, fruto da pesquisa de mestrado desenvolvida pela diretora em Prática Teatral pela ECA/USP e encenado pela Traço Cia. de Teatro de Florianópolis, aborda o clássico texto do dramaturgo russo Anton Tchékhov a partir da técnica do clown.


O que falaram sobre o espetáculo:
"... se reconhece um estudo pessoal da diretora revelando uma via instigante de aprofundar a presença cênica do ator e ampliar e intensificar a sua performance no palco. Por esse motivo, recomendo a apresentação desse espetáculo nos espaços onde se pretenda oferecer um olhar renovado da cena ao espectador de teatro."
Antonio Januzelli

" ... é um espetáculo muito sutil, delicado, que nos afeta de forma positiva e alegre, a ponto desse afeto nos proporcionar uma ampliação de ação, ou seja, o espectador sai da apresentação imbuído de alguma coisa."
Renato Ferracini

"... é um espetáculo que se caracteriza pelo aprimoramento técnico, sutilieza, refinamento e principalmente pela presença da poesia em cena."
Valmor Nini Beltrame

Sábado, 12 de Abril de 2008

Reportagem sobre "Fulaninha e Dona Coisa" no Gazetinha - Curitiba

Na rua é ainda mais divertido
Por: Cristiano Luiz Freitas

Não fique assustado se ao caminhar pelo calçadão da Rua XV ou ao cruzar a Praça Osório você se deparar com pessoas fantasiadas, gritando e até mesmo dançando. Ao invés de sair correndo, pare, observe e se divirta. O Festival de Curitiba, que prossegue até o dia 30 de março, de fato mexe com a rotina da capital.



Dona Coisa perde a cabeça com as estripulias armadas pela empregada Fulaninha

Quando me perguntam o que achei das peças e outras atrações que assisti, sempre faço questão de reforçar o empenho das companhias que se apresentam nos espaços públicos da cidade. Sem exageros, juro que alguns dos melhores espetáculos do FC estão bem debaixo do nosso nariz.

Ontem, na Praça Santos Andrade, bem próximo ao prédio histórico da UFPR, a equipe da Gazetinha acompanhou a excelente adaptação para as ruas de Fulaninha e Dona Coisa, texto de Noemi Marinho, que na década de 90 foi encenada – por todo país – com duas das nossas maiores atrizes nos papéis títulos: Louise Cardoso e Aracy Balabanian.


Fulaninha (de costas) e o técnico da Telesc: hilário.

A Traço Cia. de Teatro, de Florianópolis, soube fazer uma versão enxuta do texto, mas sem perder o tom bem-humorado ao colocar em cena um verdadeiro “jogo de sobrevivência” entre patroa e empregada. O bom acompanhamento musical – com direito a elementos sonoros criados na hora – evidenciam a criatividade do grupo e o cuidado para criar o clima propício para um espetáculo ao ar livre.


Entre as mais hilárias situações, as atrizes fazem com que o público presente interaja com a ação. O mais bacana de tudo isso – sem dúvida alguma – é ver o sorriso dos moradores de rua, que chegam a se comover e a participar com muita vontade da encenação. Nota: 9,5.


l Fulaninha e Dona Coisa encerrou temporada no festival no sabadão. A companhia, no entanto, ainda apresenta no Fringe a tragicomédia As Três Irmãs – hoje, às 15 horas; amanhã, às 21 horas; e dia 25, às 15 horas, no Teatro Cleon Jacques (Rua Mateus Leme, 4.777 – Parque São Lourenço). Ingressos: R$ 20 e R$ 10.


**********Mais Opiniões**********


Vale a pena
A peça é muito boa. Os atores são muito animados e interagem bastante com o público. A trilha sonora, que é ao vivo, fez totalmente a diferença no espetáculo. Merece ser prestigiado. Nota 9.
Laís Graf Ribas, 16 anos, é integrante do Projeto Master.
Festival de risadas
Peça muito divertida, que relata a rotina atrapalhada de uma jovem garota que vai para a cidade grande trabalhar como empregada doméstica e acaba criando um laço com a sua chefe. Em meio a tantas risadas, o público também tem participação constante em cena: tornando-a, assim, uma típica peça de rua. Nota: 8.
Tarcísio Bély, 15 anos, repórter-mirim da Gazetinha.
Engraçadíssima
Fulaninha e Dona Coisa trata de um tema nada convencional: a relação de amor e ódio entre a patroa e a empregada doméstica, vinda do interior. Entre brigas e situações engraçadas as duas acabam criando laços que superam até a paixão de Fulaninha pelo técnico da Telesc.As crianças adoraram a peça,interagiam com as personagens e davam gargalhadas com as caipirices da empregada. Com certeza a garotada nem ligou para o sol que fazia na Santos Andrade quase na hora do almoço. Nota: 8,5.
Guilherme Zuchetti, 16 anos, é integrante do Projeto Master.
Simples e de coração
Interação com o público e animação das atrizes foi o que não faltou nesse espetáculo de rua. Apesar do sol, dos narizes grandes que usavam e dos figurinos quentes, porém muito bem bolados, as intérpretes conseguiram arrancar pelo menos um sorriso de cada pessoa da platéia. Mesmo com interferências não previstas no roteiro, o espetáculo não deixou de seguir divertido, o que revelou a experiência do elenco com os diferentes tipos de público. Os músicos que fizeram a trilha sonora, que foi simples, mas bem feita, também não deixaram a desejar. Vale a pena assistir a Fulaninha e Dona Coisa. Nota: 8,5.
Ana Paula de Moura Jorge e Silva, 14 anos, repórter-mirim da Gazetinha.
Funcionou
O sol forte não foi suficiente para tirar a atenção do público que assistia ao espetáculo. O humor natural da peça e das atrizes conseguiu manter diferentes pessoas, de várias idades e classes sociais, ligadas o tempo todo - isso foi o mais interessante. O roteiro era fraco, mas a performance e a produção (simples, mas eficaz) fizeram funcionar o enredo. Nota: 7,5.
Eder Puchalski, 16 anos, é integrante do Projeto Master.

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Traço na Rua




A Pesquisa


Em 2002 desenvolve-se a montagem do espetáculo Fulaninha e Dona Coisa, realizada durante a disciplina de Encenação Teatral II, ministrada pelo Prof. Dr. André Carreira do Centro de Artes (UDESC), montagem esta que, ao receber um aprofundamento técnico e estético, passa a integrar o currículo da Companhia. Com essa montagem a companhia recebeu o prêmio de Melhor Atriz para Débora de Matos e indicação para Melhor Espetáculo na Categoria de Rua, sendo, também, presenteada com uma Menção Honrosa de Melhor Interação entre a Sonoplastia e a Ação Dramática oferecida a Neno Miranda durante o Festival Nacional de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo, ano 2002.
Com a profissionalização do grupo e o ingresso de novos atores/pesquisadores a Traço Companhia de Teatro remonta o espetáculo Fulaninha e Dona Coisa. A remontagem do espetáculo nasceu de uma necessidade do grupo de retomar as atividades relacionadas à linguagem do teatro de rua e aprimorar sua pesquisa a partir de características particulares que foram desenvolvidas com o amadurecimento de uma Linguagem Própria, pautadas na relação (uma relação livre, direta e potencialmente transformadora) e no estudo sobre o humano.


Sinopse
Fulaninha é uma jovem moça do interior que chega à cidade grande, com a cabeça cheia de sonhos, para tentar a sorte. Já Dona Coisa é uma mulher bastante prática e moderna que prefere levar a vida solitariamente a tolerar as diferenças que dificultam as relações entre as pessoas. Assim, o espetáculo Fulaninha e Dona Coisa conta a historia de uma patroa de uma empregada, história essa que é desenvolvida através de peripécias causadas pela ingenuidade da Fulaninha e pela intolerância de Dona Coisa. Essa relação de poder e diferenças acabam despertando sentimentos ocultos da natureza humana, como a solidão e a carência afetiva. A partir de um jogo direto das atrizes com o público e com elementos da linguagem do palhaço, estabelece-se um encontro teatral pautado na comicidade e cumplicidade. Explorando a linguagem própria do teatro de rua e da comédia popular, a encenação busca criar um diálogo com moradores e transeuntes das comunidades que visita.


Currículo do Espetáculo
O espetáculo Fulaninha e Dona Coisa estreou no dia 23 de junho de 2002 na praça da Lagoa da Conceição, realizando em seguida um circuito de apresentações em bairros e ruas de Florianópolis (SC).
Em julho de 2002 apresentou no Projeto Palco Sobre Rodas do XVI Festival Universitário de Teatro de Blumenau com o título de Um dia a Coisa Cai. O espetáculo participou da V Mostra de Teatro Educação que aconteceu no mês de outubro de 2002 na UFSC. Fulaninha e Dona Coisa participou, também, de outros eventos como o projeto Trindarte – arte na praça- em outubro de 2002 e a oitava edição do Projeto Meia Hora, promovido pelo sindicato dos eletricistas, em novembro de 2002, ambos em Florianópolis (SC).
Pela mostra oficial, categoria Rua, Fulaninha e Dona Coisa participou do X Festival Nacional de Teatro ISNARD AZEVEDO, realizando, também, outras apresentações pelo projeto Palco Habitasul, que acontece durante o festival. Teve duas indicações pela mostra oficial, o de Melhor Espetáculo e o de Melhor Atriz, obtendo o prêmio de Melhor Atriz para Débora de Matos. O espetáculo recebeu ainda da comissão de jurados uma Menção Honrosa de Melhor Interação entre a Sonoplastia e a Ação Dramática. Fulaninha e Dona Coisa foi convidado para abrir o II Didascálico – Mostra de Teatro promovida pelo CEFET/SC - em novembro de 2002 em Florianópolis.
A reestréia do espetáculo Fulaninha e Dona Coisa acontece durante a II Mostra de Teatro de Rua da Grande Florianópolis (2007) promovida pelo grupo de Florianópolis Teatro em Tramite, evento esse subsidiado pela Funarte através da Petrobrás (Petróleo Brasileiro S/A). Além das apresentações realizadas nas comunidades da Grande Florianópolis relacionadas à referida Mostra de Teatro de Rua, a companhia circulou com o espetáculo por entre praças e ruas da capital catarinense que não puderam ser contempladas pela Mostra.


A nova montagem já deu o ar da sua graça em doze apresentações, sendo que quatro delas foram feitas no Festival de Teatro de Curitiba.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Crítica do espetáculo "As Três Irmãs"




Tchékhov à la Chaplin
Por George Carvalho
A circunspecta obra do russo Anton Tchékhov ganhou uma versão inimaginável pela diretora Marianne Consentino. Fruto de uma pesquisa de mestrado em Prática Teatral pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), As Três Irmãs encenada pela Traço Cia. de Teatro, de Florianópolis (SC), explora a técnica do clown como base metodológica para contar a história de Olga, Maria e Irina que, longe da terra natal há onze anos, anseiam pelo dia em que poderão voltar a Winston – Moscou, na peça original.
A interação com o público começa logo no início, quando duas das personagens vêm convidar os espectadores para o aniversário da irmã mais nova. Bexigas são distribuídas e a orientação é para encher, mas não amarrar. “Quando a pequena chegar, vocês soltam a bexiga pra fazer o efeito. Elas vão sair tudo voando”, orientam Olga e Maria. O encontro do público com o mundo peculiar dessas três figuras se dá ainda de forma mais intensa durante o espetáculo: alguns personagens são representados por pessoas da platéia, chegando a participar, inclusive, de uma ceia na casa das irmãs, onde se passa a ação.
O cenário econômico – praticamente inexistente – e a discreta execução ao vivo das canções, aliados a uma luz aberta na maior parte do tempo, possibilitam o completo foco do espetáculo nas atrizes, que interpretam com maestria cada uma das protagonistas. A busca por algo que dê um sentido à vida cotidiana é o que aflige essas três irmãs, que se sentem reclusas na provinciana cidade onde vivem. O diálogo é estabelecido diretamente com o público.
As deformações físicas que as personagens assumem revelam, de forma metafórica, um estado de fragilidade poética compartilhada por toda humanidade. Esse compartilhamento se revela ainda no momento de fazer os pedidos: são várias velas no bolo de aniversário e, além das personagens, alguns espectadores também têm a oportunidade de fazerem pedidos e soprarem velinhas.
Permeada por uma poesia enriquecedora, a montagem trata de questões intrínsecas à própria condição do homem enquanto ser perene. A facilidade com que As Três Irmãs consegue encantar o público deve-se justamente a essa simplicidade no trato de temas filosóficos que não são tão simples quanto parecem. Apesar de soar um tanto quanto caricatural demais, o mérito da diretora Consentino em tratar dessas questões, a partir do texto de Tchékhov e da maneira como foram tratadas, deve ser ressaltado e é digno de todos os aplausos.

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

A PESQUISA "As Três Irmãs"


No ano 2000, Marianne Consentino e Débora de Matos, colegas de turma do Curso de Artes Cênicas da Udesc, tomam contato com o clown. Imediatamente elas se encantam com a linguagem e passam a pesquisar a técnica do clown a partir de experiências práticas e estudos teóricos. A afinidade de interesses estéticos e poéticos leva-as a desenvolverem vários trabalhos conjuntos, nos quais Marianne se encaminha naturalmente para a função de direção e Débora de atuação.

Em março de 2005, Marianne ingressa no Programa de Pós-Graduação em Prática Teatral da Universidade de São Paulo, com o projeto “A subjetividade do ator: contribuições da técnica do clown” sob orientação do Prof. Dr. Armando Sérgio da Silva. Para o desenvolvimento prático da pesquisa, Marianne retorna a Florianópolis e a sua velha parceria com Débora. Somam-se a este encontro as atrizes Greice Miotello e Paula Bittencourt, unidas na paixão pelo clown.

Em janeiro de 2006 o grupo inicia seus trabalhos, realizando encontros semanais nos quais desenvolvem um laboratório de treinamento de ator, coordenado por Marianne. A pesquisa parte do princípio de que o teatro pode ser uma possibilidade de encontro: o encontro do ator consigo mesmo, com o parceiro de cena, com o orientador do trabalho e com o público.

No processo de treinamento, a técnica do clown configura-se como principal recurso metodológico, pois nesta linguagem o fundamental é a relação que o clown estabelece com seu universo interno e com o ambiente que o cerca.

Finalmente, após seis meses de treinamento, o grupo decide prosseguir a pesquisa a partir de um texto dramático e a obra escolhida é “As três irmãs”, de Anton Tchékhov. Neste momento juntam-se à equipe os músicos Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira e Mariella Murgia.

Embora a técnica do clown seja a base metodológica para o desenvolvimento desta pesquisa, ela não se configura como objetivo estético. O intuito é trazer à tona a exposição do ator através de uma linguagem poética, que permita o contato profundo e verdadeiro do artista consigo mesmo e com o outro.

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

TRAÇO CIA. DE TEATRO


COMEÇOU A BRINCADEIRA!!!!!
Vamos ver aonde iremos parar...
Essa semana estamos todos um pouco dispersos..
Greice e Débora em Barão Geraldo - Campinas brincando de fazer bagunça junto com o palhaço Chacovachi (acho que é assim que escreve...) e mais alguns coleguinhas que se inscreveram no curso.
Tica (A DIRETORA!!!) está em Curitiba fazendo bagunça com a família e mais bagunça ainda com sua dissertação!!!
Paula está aqui, escrevendo e bagunçando o blog que mal começou a funcionar...
Enfim...
Tive esta brilhante idéia de fazer um blog para...para...hum...deixa ver....
COMPARTILHAR!!!
Isso mesmo...compartilhar as bagunças da nossa trupe!!!!
Lembrando que só poderão acessar o blog aqueles que estiverem disponíveis para fazer bagunça, não vale para aqueles que...que...bem..tem coisas mais importantes para fazer!